domingo, 11 de setembro de 2016
terça-feira, 6 de setembro de 2016
A Logística por trás do Marketing: conhecendo a Infracommerce
Depois do clique: como os óculos Ray Ban chegam até você
Parece mágica: você compra um produto pela internet e, alguns dias depois, ele se materializa na sua porta.Por trás desse processo aparentemente simples, há muita tecnologia e dezenas de pessoas trabalhando para garantir que a experiência de compra seja a melhor possível.
A Infracommerce é uma das empresas que leva produtos do mundo virtual até a casa dos consumidores. Ela atende o comércio eletrônico de 32 marcas, como Ray-Ban, Oakley, Brasil Kirin e Olympikus.
Confira nas imagens o processo completo da compra online dos óculos Ray Ban, do desenvolvimento do site até a chegada do produto no local de entrega.
Do princípio
Tudo começa aqui, na sede da companhia na Vila Olímpia, em São Paulo. Para cada um dos 32 clientes da Infracommerce, a companhia realiza um leque de serviços diferente. Entre eles, estão desenho do site, produção de imagens de divulgação e, por fim, logística.
Algumas marcas contratam o pacote com todos os serviços oferecidos pela Infracommerce. Morena Rosa, Maria Valentina, Aramis e Lança Perfume são algumas delas.
A empresa tem 300 funcionários, divididos entre o escritório e o estúdio em São Paulo, o centro de logística e estoque em Embu das Artes, e outro escritório em São José dos Campos, interior paulista.
Bem aparecida
Já reparou que, depois de pesquisar uma blusa em uma loja online, a peça volta a aparecer nos dias seguintes em banners nos sites, em redes sociais e até no seu email?
Esse é o trabalho da equipe de mídia, responsável pelo trabalho de divulgação e propaganda de uma marca. A área conta com um orçamento que é dividido de forma estratégica entre anúncios no Google, Facebook, banners em sites e outras opções.
A equipe tem metas bem agressivas para levar os consumidores às lojas dos clientes e tem liberdade para sugerir ações ou campanhas específicas. Segundo a empresa, a taxa de conversão em compra desses métodos é alta.
Muitas, muitas fotos
Bem na foto
As imagens que foram produzidas são enviadas para a equipe de fotos da Infracommerce. Por aqui passam mais de 2.000 arquivos por dia.
Os funcionários vão avaliar se elas estão de acordo com os padrões exigidos pela marca, tratar cada uma delas e incluí-las nos sites. Cada peça de roupa, calçado ou acessório pode ter várias fotos em ângulos diferentes, com opção de zoom para o consumidor não perder nenhum detalhe.
Monitoramento
A equipe de design trabalha lado a lado do time de imagens. Eles desenvolvem banners que vão para as campanhas digitais, email de marketing e até criam o layout de um site completamente novo.
Para saber se o trabalho está funcionando, a Infracommerce testa a usabilidade do site. Ou seja, ela verifica qual região da página concentra os pontos de maior interesse, quantos cliques o consumidor precisará fazer para concluir a compra e se ele abandona o carrinho para, dessa forma, simplificar o processo.
Isso é feito nessas salas. De um lado, está um consumidor interagindo com o site de comércio eletrônico e do outro fica a equipe. Uma câmera sensível acompanha os movimentos dos olhos do consumidor e cria um mapa de calor, que verifica as regiões mais visualizadas de um site.
Eternamente no ar
Essa é a única sala que fica conectada 24 horas por dia, 7 dias por semana. Aqui, toda a infraestrutura dos 32 sites da Infracommerce é monitorada em tempo real. Parte dos servidores fica em um cômodo gelado no fundo dessa sala e parte fica em um parque separado.
O trabalho desse time é mais intenso quando ocorrem grandes promoções, como a Black Friday. É importante impedir que os sites fiquem muito lentos ou saiam do ar por causa do grande aumento de acessos, já que essas dificuldades poderiam levar alguém a desistir de uma compra.
No caso da Ray Ban, o número de acessos durante a última Black Friday foi 67 vezes maior do que em um dia comum.
Espaço maior
O centro de logística e estoque de grande parte dos produtos da Infracommerce fica em Embu das Artes, em SP. A empresa recentemente ampliou o espaço e alugou o galpão ao lado. Agora, possui 3.000 m² de chão. Com 5 andares, são 15.000 m² de área para guardar todos os produtos de seus clientes.
A maior parte dos produtos que ficam nesse estoque são roupas ou acessórios. No entanto, há alguns que precisam ser conservados em ambientes climatizados, como alimentos delicados da Danone.
Inverno e verão
Calçados da Olympikus, roupas da Morena Rosa e óculos da Ray Ban chegam ao centro de distribuição em coleções. O centro recebe as peças mais novas antes até do que as lojas físicas para já começar a divulgação.
Peças que não foram vendidas nas lojas também podem ser enviadas a esse estoque, se a marca optar por promoções mais agressivas de fim de estação no comércio eletrônico.
Uma a uma
A primeira etapa é o cadastro das peças recém-chegadas. Cada um dos pacotes é incluído no sistema individualmente, a partir da leitura de código de barras. Depois, os produtos são armazenados corretamente na caixa certa.
Segurança máxima
Os óculos Ray Ban ficam em uma sala separada, segura por meio de senha digital. Aqui também são armazenados itens da Oakley e Sun Glass Hut, por terem um valor mais alto. Nessa sala, estão de 10.000 a 11.000 produtos.
Depois que um consumidor faz sua compra e seu pagamento foi aprovado, o centro de distribuição recebe o pedido impresso.
Cada compra gera uma etiqueta. O funcionário lê o código de barras com um equipamento que irá dizer em que estante, prateleira e caixa está aquele produto.
Conferência
Em seguida, o funcionário irá passar os óculos pelo leitor de código de barras, para garantir que ele pegou os óculos – ou roupa, tênis e acessório - certo.
O responsável por essa divisão do centro de distribuição irá separar nada menos que 300 pares de óculos por dia. O passo seguinte é a nota fiscal eletrônica, impressa e enviada junto com o produto.
Por dentro e por fora
Os óculos são embalados em uma caixa especial feita com a parceria de designers e artistas plásticos. A embalagem dos produtos pode conter, ainda, papel de seda, brindes, sachês de aromas, entre outros mimos.
De saída
A Infracommerce tem parceria com 8 transportadoras, incluindo os Correios. Normalmente, os pacotes são enviados no fim da tarde - 4.000 itens chegam a ser entregues por dia.
Fonte: exame
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Empresa brasileira que funciona sem estoque
![]() |
| Scandian, fundador da MadeiraMadeira: a venda de móveis pela internet cresce na crise |
São Paulo — As empresas de comércio eletrônico gastam bilhões de dólares todos os anos para melhorar a administração de seus estoques e sistemas de logística. O maior desafio é garantir que haverá produtos disponíveis para entregar, no prazo combinado, ao consumidor. Manter itens demais em estoque pode acabar com a rentabilidade das companhias. Por fim, é preciso evitar fraudes.
A CNova, site de comércio eletrônico do Grupo Pão de Açúcar, informou ter perdido cerca de 200 milhões de reais, de 2011 a 2015, com o desvio de mercadorias de seus estoques. Diante disso, as empresas que querem ganhar dinheiro vendendo pela internet têm duas alternativas: investir para evitar problemas é uma, que sai caro. A outra, mais radical, é simplesmente não ter estoques.
O site MadeiraMadeira, que vende móveis e material de construção, apostou na segunda opção — e seus sócios hoje comemoram a decisão. Em 2015, pior ano do varejo no Brasil, o site faturou 88 milhões de reais, 83% mais do que em 2014, e pela primeira vez deu lucro — segundo estimativas de mercado, cerca de 10 milhões de reais.
Em 2009, quando fundou a empresa sem estoque, Daniel Scandian estava pensando mais em si mesmo do que no mercado de comércio eletrônico. Ex-piloto de corridas — em 2001, aos 21 anos, ele ganhou o campeonato sul-americano de Fórmula 3 —, Scandian largou as pistas em 2003 para trabalhar na empresa do pai, a NovoPiso, que vendia pisos de madeira.
Como os maiores clientes estavam nos Estados Unidos, a empresa passou a ter dificuldades após a crise de 2008. Scandian montou um site para desovar os produtos encalhados.
Os resultados não foram suficientes para salvar a NovoPiso, que fechou, mas foram bons o suficiente para ele decidir apostar num negócio puramente online. “Aprendemos com o que aconteceu e, sem recursos para comprar e armazenar produtos, resolvemos ser uma empresa leve, sem estoque”, diz ele, que fundou a MadeiraMadeira com o irmão, Marcelo.
Inicialmente, fecharam parcerias com os fabricantes de piso que já conheciam para que eles entregassem os produtos diretamente aos clientes. Deu certo, e eles passaram a vender outros itens, como portas e janelas. “Para continuar crescendo, precisávamos de capital, então fomos buscar investidores”, diz.
Em 2012, os fundos de private equity Monashees, Kazek Ventures e Flybridge Capital tornaram-se sócios da MadeiraMadeira.
Com dinheiro em caixa, Scandian e os investidores decidiram visitar as operações de alguns dos poucos sites de móveis e decoração que também trabalham sem estoque no mundo, o Build.com, adquirido pela britânica Wolseley, cujo valor na bolsa é de 13,5 bilhões de dólares, e o americano Wayfair, que vale 4 bilhões de dólares. Depois do tour, a MadeiraMadeira passou a investir pesadamente em tecnologia.
Criou uma área de serviços no site em que os consumidores informam a metragem do imóvel e calculam a quantidade de material necessária para a reforma.
Além disso, começou a monitorar as buscas dos clientes em sites de móveis e decoração e a passar essa informação aos fornecedores, que podem usar isso como subsídio na hora de decidir o que fabricar. “É uma empresa mais de tecnologia do que de varejo, e isso tem funcionado”, diz Hernan Kazah, sócio do Kaszek.
Os donos da Build.com e da Wayfair também investiram na MadeiraMadeira, que vende cerca de 50 000 produtos diferentes. Uma dificuldade desse tipo de modelo é a grande dependência de seus fornecedores: se um deles tiver problemas, a entrega pode atrasar. Estoques, afinal, servem justamente para controlar esse tipo de risco.
A MadeiraMadeira diz lidar com isso fechando parcerias com empresas que conhece há tempos. Além disso, para continuar crescendo, tem de enfrentar o aumento da concorrência. A loja de material de construção Leroy Merlin passou a vender online no ano passado.
A alemã Westwing, maior site de venda de móveis e decoração da Europa, presente em 14 países, começou a vender no Brasil em 2011 e diz ter cerca de 6 milhões de clientes cadastrados aqui. O site brasileiro Mobly continua crescendo e recebeu 80 milhões de reais em investimentos de fundos. Todas essas empresas estão de olho no crescimento do setor.
Em 2015, o pior ano do varejo brasileiro, as vendas online de móveis e decoração aumentaram 10% e somaram pouco mais de 700 milhões de reais. Não é muito — as vendas nas lojas tradicionais beiraram os 82 bilhões de reais no mesmo período —, mas é onde o estrago da recessão tem sido menor.
Fonte: Exame
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
segunda-feira, 27 de junho de 2016
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Assinar:
Postagens (Atom)







