quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Exercício Prática da Curva ABC - Logística Empresarial


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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Empresa brasileira que funciona sem estoque


Scandian, fundador da MadeiraMadeira: a venda de móveis pela internet cresce na crise


São Paulo — As empresas de comércio eletrônico gastam bilhões de dólares todos os anos para melhorar a administração de seus estoques e sistemas de logística. O maior desafio é garantir que haverá produtos disponíveis para entregar, no prazo combinado, ao consumidor. Manter itens demais em estoque pode acabar com a rentabilidade das companhias. Por fim, é preciso evitar fraudes.

A ­CNova, site de comércio eletrônico do Grupo Pão de Açúcar, informou ter perdido cerca de 200 milhões de reais, de 2011 a 2015, com o desvio de mercadorias de seus estoques. Diante disso, as empresas que querem ganhar dinheiro vendendo pela internet têm duas alternativas: investir para evitar problemas é uma, que sai caro. A outra, mais radical, é simplesmente não ter estoques.

O site MadeiraMadeira, que vende móveis e material de construção, apostou na segunda opção — e seus sócios hoje comemoram a decisão. Em 2015, pior ano do varejo no Brasil, o site faturou 88 milhões de reais, 83% mais do que em 2014, e pela primeira vez deu lucro — segundo estimativas de mercado, cerca de 10 milhões de reais.

Em 2009, quando fundou a empresa sem estoque, Daniel Scandian estava pensando mais em si mesmo do que no mercado de comércio eletrônico. Ex-piloto de corridas — em 2001, aos 21 anos, ele ganhou o campeo­nato sul-americano de Fórmula 3 —, Scandian largou as pistas em 2003 para trabalhar na empresa do pai, a NovoPiso, que vendia pisos de madeira.

Como os maiores clientes estavam nos Estados Unidos, a empresa passou a ter dificuldades após a crise de 2008. Scandian montou um site para desovar os produtos encalhados.

Os resultados não foram suficientes para salvar a NovoPiso, que fechou, mas foram bons o suficiente para ele decidir apostar num negócio puramente online. “Aprendemos com o que aconteceu e, sem recursos para comprar e armazenar produtos, resolvemos ser uma empresa leve, sem estoque”, diz ele, que fundou a MadeiraMadeira com o irmão, Marcelo.

Inicialmente, fecharam parcerias com os fabricantes de piso que já conheciam para que eles entregassem os produtos diretamente aos clientes. Deu certo, e eles passaram a vender outros itens, como portas e janelas. “Para continuar crescendo, precisávamos de capital, então fomos buscar investidores”, diz.

Em 2012, os fundos de private equity Monashees, Kazek Ventures e Flybridge Capital tornaram-se sócios da MadeiraMadeira.

Com dinheiro em caixa, Scandian e os investidores decidiram visitar as operações de alguns dos poucos sites de móveis e decoração que também trabalham sem estoque no mundo, o Build.com, adquirido pela britânica Wolseley, cujo valor na bolsa é de 13,5 bilhões de dólares, e o americano Wayfair, que vale 4 bilhões de dólares. Depois do tour, a MadeiraMadeira passou a investir pesadamente em tecnologia.

Criou uma área de serviços no site em que os consumidores informam a metragem do imóvel e calculam a quantidade de material necessária para a reforma.

Além disso, começou a monitorar as buscas dos clientes em sites de móveis e decoração e a passar essa informação aos fornecedores, que podem usar isso como subsídio na hora de decidir o que fabricar. “É uma empresa mais de tecnologia do que de varejo, e isso tem funcionado”, diz Hernan Kazah, sócio do Kaszek.

Os donos da Build.com e da Wayfair também investiram na MadeiraMadeira, que vende cerca de 50 000 produtos diferentes. Uma dificuldade desse tipo de modelo é a grande dependência de seus fornecedores: se um deles tiver problemas, a entrega pode atrasar. Estoques, afinal, servem justamente para controlar esse tipo de risco.

A MadeiraMadeira diz lidar com isso fechando parcerias com empresas que conhece há tempos. Além disso, para continuar crescendo, tem de enfrentar o aumento da concorrência. A loja de material de construção Leroy Merlin passou a vender online no ano passado.

A alemã Westwing, maior site de venda de móveis e decoração da Europa, presente em 14 países, começou a vender no Brasil em 2011 e diz ter cerca de 6 milhões de clientes cadastrados aqui. O site brasileiro Mobly continua crescendo e recebeu 80 milhões de reais em investimentos de fundos. Todas essas empresas estão de olho no crescimento do setor.

Em 2015, o pior ano do varejo brasileiro, as vendas online de móveis e decoração aumentaram 10% e somaram pouco mais de 700 milhões de reais. Não é muito — as vendas nas lojas tradicionais beiraram os 82 bilhões de reais no mesmo período —, mas é onde o estrago da recessão tem sido menor.

Fonte: Exame

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Marcas clássicas apostam em fórmulas originais para se manter em atuação

Em um mercado extremamente voraz no qual surge uma infinidade de novos produtos, as empresas tradicionais de cosméticos acabam tendo que encarar, naturalmente, o desafio de se reinventar. Adaptar-se aos tempos atuais e aos novos gostos é difícil, mas não impossível e algumas marcas com décadas de atuação continuam a atrair novos consumidores, preservando também a confiança dos mais antigos.

A lista de estratégias é vasta, mas entre as principais medidas está a de continuar a produzir os cosméticos mais tradicionais seguindo fórmulas originais. Junto a isso, embalagens e rótulos geralmente ganham linhas e cores mais modernas, sem, no entanto, perder o ar vintage e a gente sabe como os jovens hoje em dia adoram o que é "antiguinho", dos itens para beleza às roupas de brechó.

"A questão é que esses produtos não precisam ser velhos. Eles podem se atualizar sem perder a essência, e é isso o que fazemos na Granado e na Phebo", conta Sissi Freeman, diretora de marketing das duas empresas, ao UOL.

Mas não é só de tradição que as marcas se mantêm. Outro fator comum é o aumento no portifólio. A Minancora, por exemplo, começou há 100 anos como uma pomada antisséptica para combater espinhas e frieiras. Ainda que o item continue fazendo sucesso, hoje o título se desdobra em uma linha completa de cuidados faciais, com sabonetes, um tônico e um hidratante.

"Nós acreditamos que toda marca é um organismo vivo, que deve se adaptar às mudanças, no decorrer do tempo", diz Júlia Ribas, gerente de marketing da Leite de Rosas, empresa que tem 87 anos de mercado. "Os consumidores de hoje são mais conscientes e exigentes, além de ávidos por novidades. Ser criativo e único se tornou uma responsabilidade diária da marca", afirma Júlia.


Outro bom indicador dessa repaginação é a maneira de se comunicar com o público. Lojas bem montadas, como as da Granado, e contas ativas em redes sociais como Instagram e Facebook, além de sites com pegada moderna, indicam a vontade de manter a relevância em qualquer tempo. 


Os best-sellers das marcas tradicionais
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Leite de Colônia


A loção foi criada em 1948. Em 2013, a marca passou por uma repaginação que envolveu embalagens e produtos. Hoje, o portfólio é formado por tônicos e espumas de limpeza facial, lencinhos umedecidos e a loção original, em quatro fragrâncias diferentes. O produto campeão de vendas ainda é a loção mais tradicional, de embalagem rosa.
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Leite de Rosas


Em 1929, Francisco Olympio de Oliveira mudou-se do Amazonas para o Rio de Janeiro. Foi lá que ele criou a loção. Ao longo de décadas, novos produtos foram desenvolvidos. Hoje, a marca já conta com desodorantes, sabonetes, hidratantes e talco. Os produtos se dividem nas linhas tradicional, à base de rosas brancas; refrescante, com chá verde; intenso, com óleo de argan. Leite de Rosas.
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Minancora


Em 1915, Eduardo Gonçalves e Adelina Moreirao registraram a fórmula da pomada. O nome surgiu da junção de Minerva, Deusa da Sabedoria, e Âncora, alusão à permanência de Eduardo no Brasil. Hoje, a pomada continua como produto de maior sucesso, mas a empresa também tem sabonetes, esponja, tônico e hidratante.
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Vasenol


Em 1870, o químico inglês Robert Chesebrough descobriu que resíduos de petróleo acumulados em bombas de campos petrolíferos apresentavam grande poder de cicatrização. Assim nascia a vaselina, matéria-prima do principal produto da multinacional Vasenol, a Geleia de Vaselina. No Brasil desde 1975, a marca tem uma extensa linha de hidratantes corporais.
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Granado


Em 1870, quando foi fundada pelo português José Antônio Coxito Granado, a Granado era uma farmácia que manipulava produtos vegetais, em Teresópolis (RJ). O famoso Polvilho Antisséptico foi criado em 1903 pelo irmão de Coxito, João Bernardo. A fórmula é a mesma até hoje. A farmácia original hoje é uma loja que abriga a linha de cosméticos da marca.
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Phebo


A marca, que hoje pertence à família Granado, foi criada em 1930, em Belém do Pará, pelos primos portugueses Antonio e Mario Santiago. Seu produto mais icônico até hoje é o sabonete de glicerina Odor de Rosas, que mistura notas de sândalo, cravo e canela. Hoje, além dos sabonetes, a Phebo também tem uma linha extensa de fragrâncias e maquiagens. Sabonete Barra Odor de Rosas Phebo.
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Alma de Flores


Foi em 1950 que a empresa de cosméticos gaúcha Memphis criou a linha de sabonetes Alma de Flores. A embalagem verde e o aroma suave conquistaram o público e, até hoje, ele é campeão de vendas. Em 2015, em comemoração aos 65 anos da linha, a marca lançou novas coleções, com sabonete, loção hidratante iluminadora e esfoliante.
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Nivea


O creme da latinha azul foi criado em 1911 pelo alemão Oskar Troplowitz, a partir da descoberta de um ingrediente, o Eucerit (um emulsificante desenvolvido pelo químico Isaac Lifschütz), que permitiu misturar água e o óleo. Hoje presente em cerca de 160 países, a Nivea oferece hidratantes, protetores, desodorantes, produtos para o rosto, lábios e uma linha masculina.
Fonte: Portal UOL

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Sob demanda sob medida, a Amazon impressiona com nova tecnologia logística focada no shopper


A Amazon norte-americana lançou em 2015 os “Dash Buttons”, tecnologia que torna ainda mais fácil fazer compras de supermercado online. Basicamente, funciona assim: se o sabão de pó está no fim, basta apertar um botão que o produto é entregue na sua casa.





Os “Dash Buttons” são pequenos dispositivos com ímãs, que você pode colocar na geladeira, máquina de lavar roupa, cafeteira etc. Ao apertar o botão do dispositivo, imediatamente a Amazon obtém a informação de que você comprou uma nova quantidade do produto específico e o entrega em sua casa. Cada “Dash Button” vem com a indicação do produto e da marca. Ou seja, o cliente recebe um dispositivo próprio da Coca-Cola, por exemplo. Ao apertá-lo, a empresa processa a venda da quantidade específica do refrigerante. A tecnologia está sendo aprimorada nos Estados Unidos, apenas paraassinantes “prime” da Amazon. Ao apertar o “Dash Button”, a empresa já utiliza os dados financeiros cadastrados pelo cliente.

Mas e se alguém apertar o dispositivo indevidamente? Para evitar este mal-entendido, a Amazon envia imediatamente um SMS para o celular do cliente, pedindo para ele cancelar ou confirmar a compra. Embora algumas localidades dos Estados Unidos contem com entregas expressas da Amazon, outras ainda precisam esperar mais de um dia para a entrega do produto – fato que tira boa parte do ânimo com a nova tecnologia. Clientes se queixam também da falta de variedades de produtos já disponíveis.

Fonte: www.batanga.com.br