quinta-feira, 13 de abril de 2017

Dicinonário do Merchandising no PDV



Aqui vai uma breve resumo dos principais Materiais de Merchandising no Ponto de Venda, segundo a PDV News que irá disponibilizar, em breve, material completo e lançamento de um livro sobre o assunto.

01 – Balcão de Degustação ou Balcão Expositor
Sua origem é indeterminada, mas o seu uso no Brasil começou na década de 90 e desde lá os balcões promocionais tem tido papel fundamental na demonstração e degustação de diversos produtos. O mais comum é encontrarmos modelos desmontáveis em madeira ou plástica. Os modelos de madeira geralmente são utilizados para degustações mais sofisticadas pois eles possuem um requinte maior, suportam mais peso e calor, já os balcões plásticos geralmente são utilizados para venda de serviços ou produtos que não exijam peso sobre ele ou calor. Exemplos usuais: Balcões em madeira; Balcões em plásticos.

08 – Bandeja de Degustação ou Bandeja Expositora 
Excelente Material de Merchandising e apoio a ações promocionais, essas bandejas geralmente são confeccionadas através de vacuum forming em PSAI e podem ter compartimentos personalizáveis através de divisórias internas. Fixadas sobre os ombros dos promotores permitem que a ação seja móvel o que possibilita um Cross Merchandising dinâmico no Ponto de Venda. Tradicionalmente as bandejas expositoras são brancas com as alças coloridas de acordo com a comunicação visual, mas existem demandas que exigem bandejas coloridas e estas mudanças estão vinculadas a lotes mínimos para fabricação devido a compra mínima de matéria prima.

02 – Coolers Promocionais: Coolers Isotérmico; Coolers Refrigerados.

03 - Cesto Expositor
Usualmente fabricado em arame, pode ter acabamento em pintura epóxi (eletrostática) ou cromado é muito utilizado como ilhas fixas para exposição de produtos pequenos e com alto giro, nos corredores geralmente acomodam queijo ralado, mas não se limita a esse produto somente, no departamento de FLV (Frutas, Legumes e Verduras) podem acondicionar frutas mais resistentes a fricção como laranjas, tomates, etc.

04 – Displays Expositores
Display expositor é todo e qualquer dispositivo que acomode e demonstre um produto, independente do local de destino, basicamente temos três disposições de display:Display de balcão; Display Carona; Display de chão. 

05 – Régua de Gôndola 
Como o próprio nome diz possui o formato de uma régua, pode ser produzida em papel e diversos materiais plásticos, o que será fator de decisão na matéria prima é o acabamento final da peça e sua duração no Ponto de Venda, já que as peças plásticas possuem uma vida útil infinitamente maior a do papel, para pequenas tiragens é indicada a impressão digital e com a evolução dos equipamentos de impressão hoje já possuímos equipamentos que imprimem diretamente no plástico, para médias tiragens a utilização da serigrafia é a mais indicada, pois a relação custo beneficio pode ser boa, mas se falarmos de grandes tiragens o processo de impressão deve ser o offset, já que a grande maioria das impressoras podem imprimir facilmente mais de 50mil peças numa única hora. Os formatos mais utilizáveis são 30cm x 4cm e 40cm x 4cm, isso se deve ao fato da maioria das gôndolas possuírem 120cm e portanto serem múltiplos, não que isso seja obrigatório e até porque formatos muito utilizados como o Tetra Pak possuem 7,5cm e 10cm que também fazem múltiplos aos formatos citados.

05 – Faixa de Gôndola
A única diferença entre a régua e a faixa de gôndola é que na faixa ela necessariamente deve ter um formato em “L”, para sua fixação na gôndola geralmente são utilizados fitas dupla face, as medidas de largura que devem ser consideradas são as mesmas das réguas, mas o departamento de criação deve ficar atento a altura do frontal, pois ao mesmo tempo que se deve chamar atenção no Ponto de Venda , não pode tampar a embalagem do produto.

05 – Cantoneira de Gôndola
Também produzida no formato “L” somente com uma dobra a mais pois o frontal deve acomodar uma régua de gôndola ou precificadores do próprio varejo, por esse motivo ela deve ser produzida em material transparente, geralmente este tipo de material é produzido para a marca institucional e seu propósito é demarcar lugar na gôndola e segurar lugar na possíveis rupturas de produto. As medidas utilizadas geralmente são 30cm x 5cm e 40cm x 5cm. 

11 – Wobbler ou Dangler
É um material de Merchandising utilizado geralmente em supermercados, é colocado a frente das prateleiras das gôndolas, geralmente na altura dos olhos, com o intuito de informar sobre um lançamento ou somente sobre as vantagens de adquirir determinado produto. Seu formato geralmente é redondo em torno de 15 a 18 centímetros de diâmetro, outra característica do Wobbler é que normalmente ele é sustentado por uma haste de plástico transparente, Acetado caso ele seja fabricado em papel (para campanhas curtas) ou no próprio material que ele é fabricado, geralmente ele é encaixado no perfil porta etiquetas ou por baixo do produto e fica “flutuando” em frente à prateleira. Wobbler é um dos material de Merchandising mais utilizados em Ações Promocionais no Ponto de Venda pelo seu baixo custo de produção, embora estatísticas provem que sua duração na gôndola é menor que 7 dias em média. 

12 – Stopper ou Divisor de Categorias
A diferença básica entre o Stopper e um Divisor de Categorias é no seu tamanho, por tradição os Stoppers possuem de 20 a 40 centímetros de altura e com o máximo de 15 centímetros de largura para não atrapalhar a locomoção no Ponto de Venda, já que ele fica perpendicular a gôndola. Existem dois tipos básicos de Stoppers os produzidos em papel que são indicados para campanhas curtas e são fixados por dobras especiais e fitas dupla face, já os feitos em material plástico (PSAI, PETG, Acrílico, etc) estes são indicados para durar mais no Ponto de Venda e são fixados através de suportes mais robustos e com roscas ajustáveis, o Grupo HSD desenvolveu um método de fixação exclusivo e patenteado que além de ser ecologicamente correto, propicia níveis altíssimos de produção.

10 – Tira Strip
Material basicamente utilizado para Cross Merchandising e estimulo da compra por impulso, basicamente é uma tira plástica com diversas cavidades onde se fixam os produtos, possuem uma testeira superior para exploração de marca ou ação da campanha, quando os produtos como caixas não possuem suporte ou aste para fixação são utilizados Hang Tabs para fixar o produto na Tira Strip. Um exemplo clássico de uso são as tiras com queijo ralado no corredor do macarrão, ou as tiras com pacotes de salgadinho nos corredores de cerveja. 

06 – Moldura de Gôndola
Serve para demarcar frontalmente e delimitar o espaço da categoria de produtos na Gôndola, geralmente fabricada em PS ela deve ser retrátil para facilitar a montagem e adequação em diversos Pontos de Venda. 

07 – Organizador de Gôndola
Bandeja organizadora de gôndola, feita para demarcar e organizar produtos pequenos como saquinhos de sucos e sopas, ou pequenas caixas com a de achocolatados e sucos infantis, pode ser personalizada e injetada em material 100% reciclado.

Fonte: PDV NEWS

Neuromarketing - Documentário


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

MPRN publica Edital para concurso público com vagas para Técnico Administrativo




O Ministério Público do Rio Grande do Norte publicou nesta terça-feira (21,) no Diário Oficial do Estado, edital para realização de concurso público para preenchimento de cargos no seu quadro de pessoal efetivo. As inscrições serão iniciadas no próximo dia 13 de março e são ofertadas 32 vagas, sendo três delas para o cargo de Analista/Contabilidade; duas para o cargo de Analista/Engenharia Civil; e outras 27 vagas para o cargo de Técnico do MPRN, incluídas nos totais as vagas destinadas às pessoas com deficiência.

O cargo de Analista do MPE é de nível superior e a taxa de inscrição é de R$ 180,00. Já o cargo de Técnico do MPE é de nível médio e a taxa de inscrição custa R$ 110,00. A remuneração inicial do cargo de Analista/Contador e Analista/Engenheiro é de R$ 5.609,19 (incluído o vencimento, auxílio alimentação e auxílio saúde). Por sua vez, a remuneração do cargo de Técnico é de R$ 4.472,71 (também incluídos vencimento mais benefícios).

O concurso público será realizado pela Comperve e as inscrições prosseguem do dia 13 de março até o dia 11 de abril (às 23h59min observado o horário local). O candidato deve acessar o portal da Comperve na internet (www.comperve.ufrn.br) no qual estarão disponíveis o Edital e o Formulário de Inscrição.

As provas deverão ser aplicadas no dia 07 de maio em Natal e em Mossoró, com o resultado final sendo divulgado em 23 de junho.

O procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis Lima, destacou o empenho da Comissão do Concurso, pela celeridade na retomada do certame e finalização do Edital após a publicação do último Relatório de Gestão Fiscal, que permitiu o prosseguimento de importante processo seletivo.

Confira aqui o Edital publicado hoje no DOE.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Marketing 4.0: Kotler posiciona-se em relação a invasão do mundo digital nas relações de Marketing


Os consumidores mudaram e o grande desafio das marcas ao saber envolver este público que estão cada vez mais sem tempo e impactado por inúmeros estímulos. Para ajudar os gestores a entenderem este novo momento, o pai do Marketing moderno, Philip Kotler, apresenta sua mais nova publicação: Marketing 4.0: Moving from Traditional to Digital, escrito em parceria com Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan. O livro é um guia prático para os profissionais mudarem o mindset do Marketing tradicional para o digital. 

Fonte: www.mundodomarketing.com.br

Aguardemos ansiosamente a versão em Português!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Agradecimento aos Novos Administradores Formandos 2016.1 da FCST



Imensamente honrado, através deste, agradeço ao convite, que me foi concedido para ser Paraninfo dos Formandos em Administração da FCST Turma 2016.1. Parabéns, sucesso na carreira de vocês, merecedores deste Título de Bacharéis em Administração.


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Curso de Branding online e gratuito - 6h



CURSO DE BRANDING ONLINE PELA BRANDSTER - INTRODUÇÃO 
CERTIFICADO DE 6 HORAS AULA 

POR QUE FAZER ESSE CURSO?

Nenhum conteúdo de branding mais aprofundado, seja ele sobre técnicas de posicionamento, gestão estratégica, arquitetura de marcas ou diferenciação poderá ser bem aproveitado se o aluno não tiver uma boa base do que é (e também do que não é) branding. 

Não há um caminho fácil e não existem atalhos. O caminho para o aprendizado em branding é longo, árduo e contínuo. Mas tudo fica melhor quando se tem uma boa base, e por isso mesmo montamos este curso introdutório de branding, gratuito e online. Para quem acredita que o conhecimento é a base para toda construção da marca.

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terça-feira, 6 de setembro de 2016

A Logística por trás do Marketing: conhecendo a Infracommerce

Depois do clique: como os óculos Ray Ban chegam até você



Parece mágica: você compra um produto pela internet e, alguns dias depois, ele se materializa na sua porta.Por trás desse processo aparentemente simples, há muita tecnologia e dezenas de pessoas trabalhando para garantir que a experiência de compra seja a melhor possível.

A Infracommerce é uma das empresas que leva produtos do mundo virtual até a casa dos consumidores. Ela atende o comércio eletrônico de 32 marcas, como Ray-Ban, Oakley, Brasil Kirin e Olympikus.

Confira nas imagens o processo completo da compra online dos óculos Ray Ban, do desenvolvimento do site até a chegada do produto no local de entrega.


Do princípio





Tudo começa aqui, na sede da companhia na Vila Olímpia, em São Paulo. Para cada um dos 32 clientes da Infracommerce, a companhia realiza um leque de serviços diferente. Entre eles, estão desenho do site, produção de imagens de divulgação e, por fim, logística.

Algumas marcas contratam o pacote com todos os serviços oferecidos pela Infracommerce. Morena Rosa, Maria Valentina, Aramis e Lança Perfume são algumas delas.

A empresa tem 300 funcionários, divididos entre o escritório e o estúdio em São Paulo, o centro de logística e estoque em Embu das Artes, e outro escritório em São José dos Campos, interior paulista.


Bem aparecida





Já reparou que, depois de pesquisar uma blusa em uma loja online, a peça volta a aparecer nos dias seguintes em banners nos sites, em redes sociais e até no seu email?

Esse é o trabalho da equipe de mídia, responsável pelo trabalho de divulgação e propaganda de uma marca. A área conta com um orçamento que é dividido de forma estratégica entre anúncios no Google, Facebook, banners em sites e outras opções.

A equipe tem metas bem agressivas para levar os consumidores às lojas dos clientes e tem liberdade para sugerir ações ou campanhas específicas. Segundo a empresa, a taxa de conversão em compra desses métodos é alta.


Muitas, muitas fotos




No seu estúdio em Interlagos, São Paulo, a empresa faz a produção das fotos que irão para o site e campanhas digitais. As imagens retratam os itens em fundo branco e usados por modelos.

Bem na foto





As imagens que foram produzidas são enviadas para a equipe de fotos da Infracommerce. Por aqui passam mais de 2.000 arquivos por dia.

Os funcionários vão avaliar se elas estão de acordo com os padrões exigidos pela marca, tratar cada uma delas e incluí-las nos sites. Cada peça de roupa, calçado ou acessório pode ter várias fotos em ângulos diferentes, com opção de zoom para o consumidor não perder nenhum detalhe.

Monitoramento




A equipe de design trabalha lado a lado do time de imagens. Eles desenvolvem banners que vão para as campanhas digitais, email de marketing e até criam o layout de um site completamente novo. 
Para saber se o trabalho está funcionando, a Infracommerce testa a usabilidade do site. Ou seja, ela verifica qual região da página concentra os pontos de maior interesse, quantos cliques o consumidor precisará fazer para concluir a compra e se ele abandona o carrinho para, dessa forma, simplificar o processo.
Isso é feito nessas salas. De um lado, está um consumidor interagindo com o site de comércio eletrônico e do outro fica a equipe. Uma câmera sensível acompanha os movimentos dos olhos do consumidor e cria um mapa de calor, que verifica as regiões mais visualizadas de um site.

Eternamente no ar





Essa é a única sala que fica conectada 24 horas por dia, 7 dias por semana. Aqui, toda a infraestrutura dos 32 sites da Infracommerce é monitorada em tempo real. Parte dos servidores fica em um cômodo gelado no fundo dessa sala e parte fica em um parque separado.

O trabalho desse time é mais intenso quando ocorrem grandes promoções, como a Black Friday. É importante impedir que os sites fiquem muito lentos ou saiam do ar por causa do grande aumento de acessos, já que essas dificuldades poderiam levar alguém a desistir de uma compra.

No caso da Ray Ban, o número de acessos durante a última Black Friday foi 67 vezes maior do que em um dia comum.

Espaço maior





O centro de logística e estoque de grande parte dos produtos da Infracommerce fica em Embu das Artes, em SP. A empresa recentemente ampliou o espaço e alugou o galpão ao lado. Agora, possui 3.000 m² de chão. Com 5 andares, são 15.000 m² de área para guardar todos os produtos de seus clientes.

A maior parte dos produtos que ficam nesse estoque são roupas ou acessórios. No entanto, há alguns que precisam ser conservados em ambientes climatizados, como alimentos delicados da Danone.

Inverno e verão





Calçados da Olympikus, roupas da Morena Rosa e óculos da Ray Ban chegam ao centro de distribuição em coleções. O centro recebe as peças mais novas antes até do que as lojas físicas para já começar a divulgação.

Peças que não foram vendidas nas lojas também podem ser enviadas a esse estoque, se a marca optar por promoções mais agressivas de fim de estação no comércio eletrônico.

Uma a uma




A primeira etapa é o cadastro das peças recém-chegadas. Cada um dos pacotes é incluído no sistema individualmente, a partir da leitura de código de barras. Depois, os produtos são armazenados corretamente na caixa certa.

Segurança máxima





Os óculos Ray Ban ficam em uma sala separada, segura por meio de senha digital. Aqui também são armazenados itens da Oakley e Sun Glass Hut, por terem um valor mais alto. Nessa sala, estão de 10.000 a 11.000 produtos.

Depois que um consumidor faz sua compra e seu pagamento foi aprovado, o centro de distribuição recebe o pedido impresso.

Cada compra gera uma etiqueta. O funcionário lê o código de barras com um equipamento que irá dizer em que estante, prateleira e caixa está aquele produto.

Conferência





Em seguida, o funcionário irá passar os óculos pelo leitor de código de barras, para garantir que ele pegou os óculos – ou roupa, tênis e acessório - certo.

O responsável por essa divisão do centro de distribuição irá separar nada menos que 300 pares de óculos por dia. O passo seguinte é a nota fiscal eletrônica, impressa e enviada junto com o produto.

Por dentro e por fora





Os óculos são embalados em uma caixa especial feita com a parceria de designers e artistas plásticos. A embalagem dos produtos pode conter, ainda, papel de seda, brindes, sachês de aromas, entre outros mimos.

De saída



A Infracommerce tem parceria com 8 transportadoras, incluindo os Correios. Normalmente, os pacotes são enviados no fim da tarde - 4.000 itens chegam a ser entregues por dia.

Fonte: exame

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Exercício Prática da Curva ABC - Logística Empresarial


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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Empresa brasileira que funciona sem estoque


Scandian, fundador da MadeiraMadeira: a venda de móveis pela internet cresce na crise


São Paulo — As empresas de comércio eletrônico gastam bilhões de dólares todos os anos para melhorar a administração de seus estoques e sistemas de logística. O maior desafio é garantir que haverá produtos disponíveis para entregar, no prazo combinado, ao consumidor. Manter itens demais em estoque pode acabar com a rentabilidade das companhias. Por fim, é preciso evitar fraudes.

A ­CNova, site de comércio eletrônico do Grupo Pão de Açúcar, informou ter perdido cerca de 200 milhões de reais, de 2011 a 2015, com o desvio de mercadorias de seus estoques. Diante disso, as empresas que querem ganhar dinheiro vendendo pela internet têm duas alternativas: investir para evitar problemas é uma, que sai caro. A outra, mais radical, é simplesmente não ter estoques.

O site MadeiraMadeira, que vende móveis e material de construção, apostou na segunda opção — e seus sócios hoje comemoram a decisão. Em 2015, pior ano do varejo no Brasil, o site faturou 88 milhões de reais, 83% mais do que em 2014, e pela primeira vez deu lucro — segundo estimativas de mercado, cerca de 10 milhões de reais.

Em 2009, quando fundou a empresa sem estoque, Daniel Scandian estava pensando mais em si mesmo do que no mercado de comércio eletrônico. Ex-piloto de corridas — em 2001, aos 21 anos, ele ganhou o campeo­nato sul-americano de Fórmula 3 —, Scandian largou as pistas em 2003 para trabalhar na empresa do pai, a NovoPiso, que vendia pisos de madeira.

Como os maiores clientes estavam nos Estados Unidos, a empresa passou a ter dificuldades após a crise de 2008. Scandian montou um site para desovar os produtos encalhados.

Os resultados não foram suficientes para salvar a NovoPiso, que fechou, mas foram bons o suficiente para ele decidir apostar num negócio puramente online. “Aprendemos com o que aconteceu e, sem recursos para comprar e armazenar produtos, resolvemos ser uma empresa leve, sem estoque”, diz ele, que fundou a MadeiraMadeira com o irmão, Marcelo.

Inicialmente, fecharam parcerias com os fabricantes de piso que já conheciam para que eles entregassem os produtos diretamente aos clientes. Deu certo, e eles passaram a vender outros itens, como portas e janelas. “Para continuar crescendo, precisávamos de capital, então fomos buscar investidores”, diz.

Em 2012, os fundos de private equity Monashees, Kazek Ventures e Flybridge Capital tornaram-se sócios da MadeiraMadeira.

Com dinheiro em caixa, Scandian e os investidores decidiram visitar as operações de alguns dos poucos sites de móveis e decoração que também trabalham sem estoque no mundo, o Build.com, adquirido pela britânica Wolseley, cujo valor na bolsa é de 13,5 bilhões de dólares, e o americano Wayfair, que vale 4 bilhões de dólares. Depois do tour, a MadeiraMadeira passou a investir pesadamente em tecnologia.

Criou uma área de serviços no site em que os consumidores informam a metragem do imóvel e calculam a quantidade de material necessária para a reforma.

Além disso, começou a monitorar as buscas dos clientes em sites de móveis e decoração e a passar essa informação aos fornecedores, que podem usar isso como subsídio na hora de decidir o que fabricar. “É uma empresa mais de tecnologia do que de varejo, e isso tem funcionado”, diz Hernan Kazah, sócio do Kaszek.

Os donos da Build.com e da Wayfair também investiram na MadeiraMadeira, que vende cerca de 50 000 produtos diferentes. Uma dificuldade desse tipo de modelo é a grande dependência de seus fornecedores: se um deles tiver problemas, a entrega pode atrasar. Estoques, afinal, servem justamente para controlar esse tipo de risco.

A MadeiraMadeira diz lidar com isso fechando parcerias com empresas que conhece há tempos. Além disso, para continuar crescendo, tem de enfrentar o aumento da concorrência. A loja de material de construção Leroy Merlin passou a vender online no ano passado.

A alemã Westwing, maior site de venda de móveis e decoração da Europa, presente em 14 países, começou a vender no Brasil em 2011 e diz ter cerca de 6 milhões de clientes cadastrados aqui. O site brasileiro Mobly continua crescendo e recebeu 80 milhões de reais em investimentos de fundos. Todas essas empresas estão de olho no crescimento do setor.

Em 2015, o pior ano do varejo brasileiro, as vendas online de móveis e decoração aumentaram 10% e somaram pouco mais de 700 milhões de reais. Não é muito — as vendas nas lojas tradicionais beiraram os 82 bilhões de reais no mesmo período —, mas é onde o estrago da recessão tem sido menor.

Fonte: Exame

quarta-feira, 17 de agosto de 2016